Saturday, October 28, 2006

Nó Cego


by Daniel Gasser


Apago a luz e dispo-me invisível
Sinto a dor na mão do movimento
Virgem engessada pelo tempo
Solto nó, asfixia. Diga nu o indizível:

Tamanha dor sem amor que eu choro
Vida crua que sem fome eu como
Silêncio infinito que vês astrónomo
Existência sentida que eu adoro…

Olho no escuro esse momento,
Vejo a ferida bem aberta
Só me resta gritar ao vento:

- Meu coração aperta
Quando escrevo o sofrimento
Dessa coisa mais incerta...
...
Pedro Ferreira (2003)

2 Comments:

Blogger Unknown said...

Por vezes, o sentimento que tenho é igualzinho ao descrito aí...
Parabéns por conseguir reduzí-lo a termo.
Grande abraço.

8:04 PM  
Blogger whitemask said...

obrigado..

é bom saber que não foi só para mim..

beijos

11:59 PM  

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